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Os papas e o papado: como a Igreja moldou Roma

Os papas e o papado: como a Igreja moldou Roma

Rome: Vatican Museums and Sistine Chapel Tour with Ticket

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Como o papado moldou a cidade de Roma tal como a vemos hoje?

Os papas governaram Roma diretamente por cerca de 1.400 anos (desde o colapso da autoridade ocidental romana no século V até a unificação italiana em 1870) e foram seus principais construtores ao longo desse período. A Basílica de São Pedro, os Museus do Vaticano, a Capela Sistina, o Castel Sant'Angelo, a Piazza Navona, a Fontana di Trevi, as grandes igrejas barrocas — tudo foi encomendado ou substancialmente transformado pelos papas. Sem o papado, Roma seria provavelmente uma modesta cidade italiana construída sobre ruínas imponentes, e não a capital monumental que é.

O governo mais duradouro de Roma

Quando os historiadores falam da civilização antiga de Roma, referem-se geralmente a um período de cerca de 1.000 anos (509 a.C. a 476 d.C.). O governo papal de Roma durou mais: do final do século V até 1870 d.C. são aproximadamente 1.400 anos de autoridade papal contínua sobre a cidade.

Essa longevidade explica por que tanto do que os visitantes fotografam em Roma é eclesiástico. Os romanos antigos construíram o Coliseu, o Foro Romano, o Panteão. Os papas construíram a Basílica de São Pedro, os Museus do Vaticano, a Capela Sistina, o Castel Sant’Angelo (como fortaleza), a Fontana di Trevi (por encomenda papal), a Piazza Navona (na forma atual) e a maior parte das igrejas barrocas que definem o Centro Storico. A cidade que você vê é tanto produto da ambição papal quanto do poder imperial.

A Igreja primitiva em Roma: Pedro, Paulo e as perseguições (séculos I–III d.C.)

O Cristianismo chegou a Roma poucas décadas após a crucificação. A carta de Paulo aos Romanos, escrita por volta de 57 d.C., se dirige a uma comunidade já estabelecida na capital. A tradição de que o apóstolo Pedro chegou a Roma e foi seu primeiro bispo não é historicamente certa — as fontes escritas mais antigas dessa afirmação datam do final do século II — mas tornou-se o fundamento teológico da autoridade papal.

Tanto Pedro quanto Paulo foram executados em Roma sob Nero, tradicionalmente em 64 d.C., após o Grande Incêndio. A execução de Pedro no Circo de Nero no Colina do Vaticano (a área hoje ocupada pela Basílica de São Pedro) conferiu ao local sua imensa importância teológica. As escavações do Vaticano sob a basílica atual, acessíveis em tours guiados com vagas limitadas, revelaram o que pode ser o túmulo de Pedro — um simples santuário do século II cercado de acréscimos devocionais posteriores.

As perseguições de cristãos sob vários imperadores (mais severamente sob Décio em 250–251 d.C. e Diocleciano em 303–305 d.C.) deram origem à extensa rede de catacumbas de Roma. Os cristãos enterravam seus mortos fora das muralhas da cidade, como exigia a lei romana, em galerias subterrâneas ao longo da Via Ápia e da Via Ardeatina. As catacumbas de Calixto, Sebastião, Priscila e Domitila são as mais acessíveis hoje.

Constantino e a transformação da Igreja (313–400 d.C.)

O Édito de Milão do Imperador Constantino, em 313 d.C., legalizou o Cristianismo. Em 380 d.C., o Imperador Teodósio tornou-o a única religião permitida. Esses dois atos transformaram um movimento minoritário perseguido na Igreja estatal do império dominante do mundo.

Constantino iniciou um grande programa de construção de basílicas cristãs em Roma. A São João de Latrão original (313 d.C.) — ainda hoje a catedral oficial do papa — e o São Pedro original no Vaticano (320–330 d.C.) foram construídos em terrenos associados à propriedade imperial romana, refletindo uma certa sensibilidade política sobre deslocar visivelmente a religião romana existente.

A forma arquitetônica que essas igrejas adotaram — a basílica, um grande salão com uma nave central e naves laterais terminando num ábside — foi diretamente emprestada da arquitetura cívica romana: o mesmo tipo de edifício usado para tribunais e bolsas de valores. A adoção pelo Cristianismo das formas arquitetônicas romanas foi um dos principais canais pelos quais a cultura romana sobreviveu ao colapso político do Império.

A formação do poder papal (séculos V–VIII)

Com o colapso do Império Ocidental, o Bispo de Roma se tornou a autoridade mais organizada numa paisagem cada vez mais caótica. O Papa Gregório I (“o Grande”, 590–604 d.C.) é a figura central. Ele negociou diretamente com os reis lombardos que ameaçavam Roma, organizou a distribuição de alimentos à população da cidade, reformou a liturgia (o canto gregoriano leva seu nome) e enviou missionários para converter os anglo-saxões da Grã-Bretanha. Ao fazê-lo, estabeleceu o papado como instituição política, não apenas um cargo espiritual.

A Doação de Pepino (756 d.C.) deu ao papado seus primeiros territórios. O rei franco Pepino, o Breve, derrotou os lombardos que haviam tomado o antigo exarcado bizantino de Ravena e doou esses territórios ao papa, em vez de devolvê-los ao imperador bizantino. Esta foi a origem dos Estados Papais — a autoridade territorial secular que os papas exerceriam até 1870.

A Doação de Constantino — um documento que afirmava que o Imperador Constantino havia concedido ao Papa Silvestre I autoridade sobre a Roma ocidental e todos os seus territórios — circulou durante o período medieval como justificação das reivindicações temporais papais. Em 1440, o humanista Lorenzo Valla demonstrou de forma conclusiva que o documento era uma falsificação do século VIII. Continuou a influenciar argumentos políticos mesmo assim.

Papado medieval: poder, cisma e reforma (séculos IX–XV)

A história papal medieval é uma saga de poder institucional extraordinário pontuada por períodos de crise. No auge, durante o reinado do Papa Inocêncio III (1198–1216), o papado reivindicava autoridade sobre todos os governantes temporais: Inocêncio depôs e excomungou múltiplos reis e imperadores, lançou a Quarta Cruzada (que terminou com o saque de Constantinopla — uma cidade cristã — pelos cruzados em 1204, uma decisão que Inocêncio não autorizou e muito lamentou) e convocou o IV Concílio de Latrão, que, entre outras coisas, definiu a doutrina da transubstanciação.

O Papado de Avinhão (1309–1377) foi um período de profunda crise institucional. Sob pressão política francesa, o Papa Clemente V transferiu a corte papal para Avinhão, no sul da França, onde permaneceu por sete papas consecutivos. Roma sem o papado estava efetivamente sem governo; sua população caiu para talvez 17.000 habitantes. O poeta italiano Petrarca chamou Avinhão de “Babilônia” e a denunciou como um período de cativeiro. Quando o Papa Gregório XI finalmente retornou a Roma em 1377, a cidade precisou ser substancialmente reconstruída para acomodar uma corte funcional.

O Grande Cisma (1378–1417) foi ainda pior: após a morte de Gregório XI, dois rivais foram eleitos — um em Roma, outro em Avinhão — e por um período houve três pretendentes simultâneos. O Concílio de Constança (1414–1418) finalmente resolveu a crise destituindo todos os três e elegendo Martinho V, que devolveu definitivamente o papado a Roma.

Papas renascentistas: mecenas e construtores (séculos XV–XVI)

Os séculos XV e XVI produziram o papado artisticamente mais expressivo da história. Os papas desse período eram simultaneamente líderes espirituais, soberanos temporais de um importante Estado italiano e os mecenas de arte e arquitetura mais ambiciosos que o mundo havia visto desde os imperadores.

Nicolau V (1447–1455) iniciou a reconstrução de Roma como projeto humanista — traduzindo textos clássicos, planejando melhorias urbanas e iniciando o processo de reconstrução de São Pedro.

Sisto IV (1471–1484) construiu a Capela Sistina (batizada em sua homenagem, Sixtus) e encomendou o ciclo de afrescos original em suas paredes a Botticelli, Perugino, Ghirlandaio e outros. Também criou a Biblioteca do Vaticano e construiu a Ponte Sisto sobre o Tibre.

Alexandre VI (1492–1503) — Rodrigo Bórgia — representa o papado renascentista no seu ponto mais moralmente indefensável e mais politicamente eficaz. Seu reinado envolveu nepotismo em escala extraordinária (reconhecia abertamente seus filhos ilegítimos, incluindo César e Lucrécia Bórgia), intrigas políticas e pelo menos um assassinato por instigação papal. Também supervisionou a negociação do Tratado de Tordesilhas (1494), dividindo o Novo Mundo entre Espanha e Portugal.

Júlio II (1503–1513) é o papa mais diretamente responsável pelo tesouro artístico que os visitantes vêm ver hoje. Encomendou:

  • A Michelangelo pintar o teto da Capela Sistina (1508–1512)
  • A Rafael decorar a Stanza della Segnatura (1509–1511), incluindo a Escola de Atenas
  • A Bramante o projeto da nova Basílica de São Pedro (a partir de 1506)
  • O Cortile del Belvedere de Bramante, conectando o palácio papal à Villa Belvedere

Júlio era um papa-guerreiro que pessoalmente liderava campanhas militares em armadura — uma combinação que horrorizou Erasmo, que escreveu um diálogo satírico imaginando Júlio exigindo entrada no céu e sendo impedido por São Pedro.

O tour pelos Museus do Vaticano e pela Capela Sistina abrange toda a extensão do mecenato artístico papal — desde a coleção de escultura antiga até as Salas de Rafael e o teto de Michelangelo.

O Saque de Roma e a Contrarreforma (1527–1600)

O Saque de Roma em maio de 1527, por tropas do Sacro Imperador Romano Carlos V (incluindo mercenários luteranos alemães), foi uma interrupção catastrófica. Estima-se que 40.000 dos 55.000 habitantes de Roma fugiram; milhares foram mortos. O choque repercutiu por toda a consciência europeia.

O Papa Paulo III (1534–1549) organizou o Concílio de Trento (1545–1563), a resposta abrangente da Igreja Católica à Reforma Protestante. Os decretos do Concílio sobre doutrina e disciplina, e sua clara afirmação da tradição católica contra os desafios protestantes, moldaram a Igreja — e Roma — por séculos. Paulo III também encomendou a Michelangelo o projeto da Piazza del Campidoglio (os edifícios existentes precisaram de reorganização ao longo das décadas seguintes) e o Juízo Final na parede do altar da Capela Sistina (1536–1541).

A nova Companhia de Jesus (jesuítas), fundada por Inácio de Loyola em 1540 e aprovada por Paulo III, tornou-se a principal ordem missionária e educacional da Contrarreforma. Sua igreja matriz, o Gesù no centro de Roma, tornou-se o modelo para a arquitetura das igrejas da Contrarreforma — uma única nave larga para acomodar grandes congregações para a pregação, com decoração barroca de riqueza avassaladora.

Roma barroca: os maiores edifícios do papado (1600–1700)

O século XVII foi o período arquitetonicamente mais produtivo do papado. Duas figuras dominam: o artista e arquiteto Gian Lorenzo Bernini e o arquiteto Francesco Borromini, rivais cujo trabalho define a cidade barroca.

Bernini trabalhou para oito papas e deu a Roma seus pontos turísticos mais reconhecíveis:

  • A colunata da Praça de São Pedro (encomendada por Alexandre VII, 1656–1667) — duas colunatas curvas, 284 colunas, 88 pilastras, 140 santos nos cornijos, criando um dos espaços urbanos mais teatrais do mundo
  • O baldaquino de bronze sobre o túmulo de São Pedro dentro da basílica (Urbano VIII, 1623–1634)
  • A Fontana dei Quattro Fiumi na Piazza Navona (Inocêncio X, 1648–1651)
  • A Fontana del Tritone na Piazza Barberini
  • A decoração da Ponte Sant’Angelo com anjos (Clemente IX)

Borromini, apesar dos conflitos ao longo da vida com Bernini e de uma vida que terminou em suicídio, deixou alguns dos edifícios arquitetonicamente mais inventivos de Roma:

  • Sant’Ivo alla Sapienza, com sua extraordinária agulha helicoidal
  • San Carlo alle Quattro Fontane, que comprime uma impressionante complexidade geométrica num espaço minúsculo
  • O interior de São João de Latrão, transformado para o Jubileu de 1650

O Jubileu de 1650 impulsionou grande parte dessa atividade: os papas competiam para ter os monumentos mais impressionantes para o afluxo de peregrinos, e o estilo barroco — teatral, emocional, concebido para sobrepujar — foi o instrumento perfeito dessa competição.

O século XIX e o fim do poder temporal

O Risorgimento (movimento de unificação italiana) do século XIX apresentou ao papado um desafio político existencial. Pio IX (1846–1878) iniciou seu pontificado com instintos relativamente liberais, mas foi radicalizado pela Revolução de 1848, quando uma República Romana foi brevemente proclamada e ele foi forçado a fugir de Roma. Retornou com ajuda militar francesa em 1849 e passou as duas décadas seguintes como determinado adversário do liberalismo, da democracia e do nacionalismo italiano.

Em setembro de 1870, com as tropas francesas retiradas devido à Guerra Franco-Prussiana, as forças nacionalistas italianas tomaram Roma. Pio IX recolheu-se ao Vaticano, declarando-se “prisioneiro” e proibindo os católicos de participar da política italiana. O impasse durou até os Tratados de Latrão de 1929, quando Mussolini e o Cardeal Gasparri negociaram a criação da Cidade do Vaticano (44 hectares) como Estado soberano independente, um acordo financeiro e uma Concordata regulando as relações Igreja-Estado na Itália.

O papado hoje

O papado moderno foi moldado pelo Concílio Vaticano II (1962–1965), convocado por João XXIII e continuado por Paulo VI, que abriu a Igreja ao diálogo com a modernidade, reformou a liturgia (missa em línguas vernáculas em vez do latim) e promoveu o ecumenismo. João Paulo II (1978–2005) — o primeiro papa não italiano desde Adriano VI no século XVI — viajou mais do que qualquer papa anterior e desempenhou um papel significativo no colapso do comunismo na Europa Oriental.

Francisco (eleito em 2013), o primeiro papa jesuíta e primeiro latino-americano, tem continuado a reformar a cultura e a governança da Igreja, mantendo posições doutrinais tradicionais em muitas questões.

A Cidade do Vaticano hoje emprega cerca de 2.800 pessoas, opera seu próprio sistema postal e rádio, mantém relações diplomáticas com a maioria dos países e recebe aproximadamente 6 milhões de visitantes anualmente apenas nos Museus do Vaticano.

Para visitar o legado físico do papado, o guia dos Museus do Vaticano e da Capela Sistina, o guia da Basílica de São Pedro e o guia das quatro basílicas papais cobrem os sítios mais importantes. O contexto completo da história romana que precede a dominação da Igreja está no guia de história de Roma.

O tour noturno a pé por Roma passa por muitas das igrejas e praças barrocas moldadas pelo mecenato papal — quando a luz da tarde transforma as fachadas de pedra da cidade em algo genuinamente extraordinário.

Perguntas frequentes sobre Os papas e o papado: como a Igreja moldou Roma

O que eram os Estados Papais e quando existiram?

Os Estados Papais eram um território no centro da Itália governado diretamente pelo papa como soberano temporal (secular), não espiritual. Existiram desde aproximadamente 750 d.C. — quando o rei franco Pepino, o Breve, doou ao papado territórios lombardos conquistados — até 1870, quando as forças nacionalistas italianas tomaram Roma. Em sua extensão máxima, os Estados Papais abrangiam grande parte da Itália central: Lácio, Úmbria, as Marcas e partes da Emília-Romanha.

Onde fica a sede real da autoridade do papa em Roma?

Tecnicamente, a igreja oficial do papa é a Basílica de São João de Latrão, não São Pedro. São João é a catedral da Diocese de Roma e ostenta o título de 'mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo'. São Pedro é uma basílica importante, mas tecnicamente não é uma catedral. A residência papal até 1870 foi o Palácio de Latrão; após a unificação italiana, os papas retiraram-se ao Vaticano, e o Palácio Apostólico (dentro da Cidade do Vaticano) tornou-se a residência papal.

O que aconteceu com o poder temporal do papado em 1870?

As tropas nacionalistas italianas abriram uma brecha nas Muralhas Aurelianas na Porta Pia em 20 de setembro de 1870, pondo fim aos Estados Papais e incorporando Roma ao Reino da Itália. O Papa Pio IX recolheu-se ao Vaticano, declarando-se 'prisioneiro do Vaticano' e proibindo os católicos de participar da vida política italiana. Este impasse — a 'Questão Romana' — só foi resolvido com os Tratados de Latrão de 1929, quando o governo de Mussolini e a Santa Sé concordaram com a criação da Cidade do Vaticano como Estado soberano e um acordo financeiro pela perda dos Estados Papais.

Quantos papas já existiram?

Até 2026, houve 266 papas, começando por São Pedro (se incluído na contagem — seu estatuto de primeiro bispo de Roma é aceito pela tradição, mas historicamente contestado). O pontificado mais longo é geralmente atribuído a Pio IX (1846–1878, 31 anos e 7 meses); João Paulo II serviu 26 anos. Os pontificados mais curtos duraram dias ou semanas. Os papas são eleitos pelo Colégio dos Cardeais num conclave realizado na Capela Sistina.

O que é um Jubileu e com que frequência ocorre?

Um Jubileu (Ano Santo) é um ano especial de peregrinação e indulgência declarado pelo papado, inspirado no Jubileu bíblico do Levítico. O primeiro Jubileu papal foi declarado pelo Papa Bonifácio VIII em 1300 e atraiu mais de 200.000 peregrinos a Roma. Os Jubileus ordinários ocorrem agora a cada 25 anos; Jubileus extraordinários podem ser declarados a qualquer momento. O mais recente foi o Ano Santo de 2025. Durante os Jubileus, os peregrinos que visitam as quatro grandes basílicas e cumprem certas condições recebem uma indulgência plenária (remissão total da pena temporal pelos pecados).

Os visitantes podem ver o papa atual?

Sim, em certas condições. O papa realiza audiências gerais às quartas-feiras de manhã (geralmente na Praça de São Pedro ou no Salão Nervi, dentro da Cidade do Vaticano) — os ingressos são gratuitos, mas devem ser reservados pelos canais oficiais do Vaticano. Aos domingos ao meio-dia, o papa recita o Angelus da janela do Palácio Apostólico com vista para a Praça de São Pedro — aberto a todos sem ingressos. Audiências especiais e eventos variam conforme o pontificado.

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