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Roma, Florença e Toscana: 7 Dias

Roma, Florença e Toscana: 7 Dias

Day Trip to Florence by High-Speed Train From Rome

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Em resumo: Sete dias cobrindo o arco essencial do centro da Itália: três dias em Roma para o núcleo antigo e o Vaticano, depois um trem de alta velocidade de 1h30 para Florença com arte renascentista e os Uffizi, seguido de um dia em Siena e nas colinas do Chianti. Um carro é útil para a etapa toscana; para Roma e Florença, o transporte público é mais rápido.

Esta é a viagem que a maioria das pessoas vem à Itália fazer, e funciona. Roma e Florença são complementares da melhor forma — uma é a cidade do império e da Igreja, a outra é a cidade da arte e do dinheiro, e o contraste torna ambas mais inteligíveis. O dia no Chianti acrescenta paisagem, vinho e o prazer particular de uma cidade medieval murada no cimo de uma colina.

A logística é simples. Os trens de alta velocidade (Trenitalia Frecciarossa ou Italo) percorrem Roma Termini para Florença Santa Maria Novella em 1h30 aproximadamente a cada 30 minutos. Reserve com antecedência para os melhores preços; os bilhetes sem reserva funcionam mas custam mais. Na Toscana, um carro alugado dá uma liberdade que nenhum autocarro turístico consegue — as estradas do Chianti foram desenhadas para ser percorridas devagar com as janelas abertas.

Dia 1: Roma — Roma antiga

Chegue a Roma e instale-se. O primeiro dia pertence à cidade antiga.

Manhã: Coliseu e Fórum Romano

Reserve o slot no Coliseu com bastante antecedência — o Coliseu exige um ingresso temporizado com reserva nominativa (o Roma Pass não o isenta disto). O ingresso padrão cobre o interior do Coliseu, o Fórum Romano e o Monte Palatino. Um passeio guiado vale o dinheiro aqui: as ruínas do Fórum são confusas sem contexto.

Passeio guiado ao Coliseu, Fórum Romano e Monte Palatino

Permita-se três a quatro horas para o complexo completo. A sequência é o Coliseu primeiro (chegue a tempo — são rigorosos com os slots), depois atravesse para o Fórum pela Via Sacra, depois suba o Monte Palatino para a vista sobre o vale abaixo.

Tarde: Colina Capitolina e Circo Máximo

Suba até a Colina Capitolina — a praça de Michelangelo, os Museus Capitolinos e a melhor vista do Fórum do terraço. Os museus têm a estátua equestre original de Marco Aurélio e a Loba Capitolina. Permita-se duas horas.

Daí, desça pelo Circo Máximo — a própria pista é livremente acessível e ainda é o maior espaço público do mundo antigo — antes de ir para o Testaccio para jantar. As massas romanas ficam melhor aqui: carbonara, amatriciana, cacio e pepe. A Trattoria Da Remo (pizza al taglio) e o Flavio al Velavevodetto (menu completo) são ambos confiáveis sem serem armadilhas turísticas.

Dia 2: Roma — Vaticano e centro storico

Manhã: Vaticano

O Vaticano exige planeamento. Os Museus do Vaticano e a Capela Sistina recebem até 30.000 visitantes diariamente e as filas para os bilhetes na bilheteria podem consumir duas horas. Um ingresso sem fila ou um tour guiado com entrada pré-comprada é indispensável.

Entrada sem fila nos Museus do Vaticano e na Capela Sistina

O percurso pelos museus é unidirecional e claramente sinalizado. Permita-se um mínimo de duas horas; três é mais confortável. A Capela Sistina está no fim do percurso — o teto são os afrescos de 1508-1512 de Michelangelo, e o Juízo Final na parede do altar é a sua revisitação posterior e mais sombria. A Basílica de São Pedro é gratuita e adjacente; a subida à cúpula (8 € de escada, 10 € com elevador) dá a melhor vista aérea de Roma. O código de vestimenta é aplicado: ombros e joelhos cobertos para todos.

Tarde: centro storico a pé

Após o almoço em Prati (o bairro a oeste do Vaticano, confiável e razoavelmente precificado), atravesse o Tibre e passe a tarde a caminhar pelo centro storico. O percurso do Pantheon pela Piazza Navona até o Campo de’ Fiori é a melhor sequência pedestre de Roma. O Pantheon agora exige um ingresso temporizado (5 €); reserve online em coopculture.it para um slot específico.

A Fontana di Trevi fica melhor visitada de manhã cedo ou à noite — é genuinamente espetacular mas genuinamente desagradável ao meio-dia com 2.000 pessoas à sua frente. Uma moeda atirada pelo ombro esquerdo para a água é a tradição; os lucros financiam uma cozinha de sopa municipal da cidade.

Noite: Trastevere

Atravesse o rio para Trastevere para a noite. O bairro é turístico mas as ruas são genuinamente bonitas à noite, os restaurantes são abundantes e a atmosfera na Via della Scala e na Piazza di Santa Maria in Trastevere é difícil de bater. A Basílica di Santa Maria in Trastevere tem mosaicos dourados do século XII que brilham sob a iluminação noturna.

Dia 3: Roma — Galeria Borghese e Monti

Manhã: Galeria Borghese

A Galeria Borghese é o melhor museu de Roma e um dos mais difíceis de entrar: ingressos temporizados em slots de 2 horas, máximo de 180 pessoas de cada vez, frequentemente reservado com 10-14 dias de antecedência. Reserve pelo site oficial (galleriaborghese.it) assim que confirmar as datas. Dentro: as esculturas iniciais de Bernini (Plutão e Proserpina, Apolo e Dafne, Davi — todas esculpidas quando tinha pouco mais de vinte anos), a Deposição de Rafael, o Amor Sagrado e Profano de Ticiano. Duas horas parecem insuficientes; é o que tem.

A galeria fica nos jardins da Villa Borghese, que são gratuitos para deambular após a visita. O parque também contém a Galleria Nazionale d’Arte Moderna e o Museo Etrusco di Villa Giulia se quiser estender.

Tarde: bairro de Monti

Passe a tarde em Monti, o mais agradável dos bairros do centro de Roma. As ruas ao redor da Piazza della Madonna dei Monti enchem-se de estudantes e residentes locais na hora do aperitivo de uma forma que ainda é em grande parte não ensaiada. Percorra as lojas vintage e independentes na Via del Boschetto e na Via Panisperna, pare para um café num dos pequenos bares, e tome o seu último jantar romano à vontade. A cena gastronômica aqui vai de excelente pizza al taglio a mesas com toalha branca.

Dia 4: Viagem para Florença

Apanhe um trem Frecciarossa ou Italo de manhã de Roma Termini para Florença Santa Maria Novella. A viagem demora 1h30 a 300 km/h e custa 25-60 € dependendo de com quanto antecedência reserva. Os trens partem a cada 30-60 minutos; a janela das 8h-10h é conveniente.

Tarde: primeiras impressões de Florença

Faça o check-in, depois passe a tarde a percorrer o núcleo: pela Piazza della Repubblica, pela Piazza della Signoria com o Palazzo Vecchio e a galeria de escultura ao ar livre da Loggia dei Lanzi, até ao rio Arno e pela Ponte Vecchio (a ponte medieval ainda bordeada de lojas de ourives, como tem sido desde o século XIV). Do outro lado, suba até à Piazzale Michelangelo para o panorama sobre a cidade — todos os telhados cor de laranja, a cúpula de Brunelleschi, o rio. O final da tarde é o melhor momento.

Jantar no bairro Oltrarno (a margem sul) — Buca Mario, Trattoria Sostanza ou Il Latini para a culinária tradicional florentina, incluindo a bistecca alla fiorentina se o orçamento permitir (é vendida por quilo e vale a pena).

Dia 5: Florença — os Uffizi e o Duomo

Manhã: Galeria dos Uffizi

Os Uffizi são a grande coleção renascentista do mundo e exigem reserva antecipada. A coleção permanente vai de Cimabue e Duccio a Botticelli (o Nascimento de Vénus e a Primavera estão no segundo andar, frequentemente com multidão), Leonardo (a Adoração dos Magos inacabada), Rafael, Michelangelo, Ticiano, Caravaggio. Permita-se três a quatro horas no mínimo; o edifício é grande e a coleção não é pequena.

Trem para Florença com ingressos sem fila para os Uffizi

Tarde: complexo do Duomo

O complexo do Duomo — a própria catedral, a cúpula de Brunelleschi, o Campanário de Giotto, o Batistério — é a peça central arquitetónica de Florença. O exterior da catedral é gratuito; subir a cúpula exige um ingresso pré-reservado (30 €, inclui todos os elementos do complexo). A subida à cúpula tem 463 degraus sem elevador e uma passagem estreita perto do topo — os claustrofóbicos devem escolher o Campanário para uma vista semelhante com menos pessoas.

As portas de bronze dourado do Batistério por Lorenzo Ghiberti (os originais estão lá dentro; as cópias ficam viradas para a catedral) foram descritas por Michelangelo como dignas de ser as Portas do Paraíso. Não é hipérbole.

Noite: Oltrarno

Regresse ao Oltrarno para a noite. O bairro ao redor da Piazza Santo Spirito tem a melhor concentração de bares não voltados para turistas em Florença. Um tour gastronômico noturno cobre o coberto Mercato di Sant’Ambrogio e as lojas de alimentos locais com degustações.

Excursão de dia a Florença de Roma de trem de alta velocidade — reservável como dia guiado se preferir uma visita estruturada.

Dia 6: Siena e o Chianti

Alugue um carro em Florença (reserve na estação de trem por conveniência) e conduza para sul em direção à Toscana. A SS2 Via Cassia e a Chiantigiana (SR222) são as opções panorâmicas; a autoestrada A1 é mais rápida se o tempo for curto.

Manhã: Siena

Siena fica 70 km a sul de Florença — cerca de 75 minutos de estrada. Chegue cedo e caminhe do parque de estacionamento fora das muralhas medievais até à Piazza del Campo, a praça em forma de concha que é argumentavelmente o espaço público mais bonito de Itália. O Palazzo Pubblico no lado sul contém a Sala del Mappamondo com a Alegoria do Bom e Mau Governo de Ambrogio Lorenzetti (c. 1338), um dos afrescos seculares mais extraordinários em existência. A Torre del Mangia ao lado pode ser subida para a vista do telhado (500 degraus; reserve no posto de turismo).

O Duomo — mármore às listras pretas e brancas, um extraordinário chão de mármore incrustado (descoberto de outubro a novembro), o púlpito de Nicola Pisano, um bronze de Donatello — merece uma hora. A Biblioteca Piccolomini adjacente tem o ciclo de afrescos narrativos de Pinturicchio sobre a vida do Papa Pio II.

Almoço numa trattoria numa das ruas perto do Campo — a especialidade de massa sienense é a pici (espaguete grosso enrolado à mão) com vários molhos.

Tarde: vinícola do Chianti

Conduza para norte pela Chiantigiana pela zona do Chianti Classico — o troço entre Greve in Chianti e Panzano é o mais panorâmico, com casas de pedra, olivais e os vinhedos em terraços que produzem o vinho à base de Sangiovese com o rótulo do galo negro. Várias propriedades oferecem degustações sem marcação; Castello di Verrazzano, Lamole di Lamole e Fontodi (Panzano) são de forma confiável bons.

Siena, Chianti e degustação de vinhos com almoço a partir de Roma

Regresse a Florença ao início da noite ou continue diretamente para Roma: a autoestrada A1 percorre Florença até Roma em 2h45-3h, ou pode devolver o carro em Florença e regressar de trem.

Dia 7: Florença ou regresso a Roma

Se regressar a Roma para um voo, os primeiros trens de Santa Maria Novella partem a partir das 5h30 e chegam a Termini às 7h-7h30. Os voos da tarde e da noite permitem uma manhã final em Florença — a Accademia para o Davi de Michelangelo (reserve com antecedência; a fila sem ingresso é longa), ou o mais tranquilo Palazzo Davanzati, uma casa medieval de mercador florentino preservada intacta.

Onde ficar

Roma: Fique em Monti (tranquilo, central, acessível a pé do Coliseu e do centro storico) ou em Prati (tranquilo, conveniente para o Vaticano). Evite o centro mesmo ao redor de Navona ou do Campo de’ Fiori, a menos que o ruído não seja uma preocupação — são bonitos mas barulhentos à noite.

Florença: O bairro Oltrarno (margem sul) tem hotéis com melhor custo-benefício do que o núcleo turístico e restaurantes independentes mais interessantes. Para a melhor localização, a área entre o Duomo e a Ponte Vecchio coloca tudo a dez minutos a pé.

Siena/Chianti: Se acrescentar uma noite na Toscana em vez de regressar a Florença, os agriturismo nas colinas do Chianti (Relais Vignale em Radda in Chianti; Castello di Spaltenna) oferecem a experiência toscana completa e tornam o campo vinícola menos apressado. A própria Siena tem várias boas opções de três estrelas dentro ou mesmo fora das muralhas.

Uma nota sobre reservas de trem: reserve os trens de alta velocidade com 3-4 semanas de antecedência para os melhores preços. Os bilhetes não reembolsáveis mais baratos esgotam primeiro; compre com flexibilidade se os seus planos puderem mudar.

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